sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Presentes




É por demais sabido que há diferanças substanciais entre homens e mulheres.
Não concordo que haja um sexo intelectualmente superior ao outro, há sem dúvida pessoas muito inteligentes e pessoas menos inteligentes de ambos os sexos, mas não posso deixar de partilhar uma anedota giríssima.

Quando Deus criou Adão e Eva, disse aos dois:

- "Tenho dois presentes para distribuir entre vocês: um é para fazer xixi em pé e..."

Adão, ansiosíssimo, interrompeu,

- "Eu! Eu! Eu! Eu! Eu quero, por favor... Senhor, por favor. A minha vida ficaria substancialmente facilitada. Por Favor!"

Eva concordou e disse que para ela, essas coisas não eram realmente importantes. Então, Deus presenteou Adão, que ficou maravilhado. Gritava de alegria, corria pelo jardim do Éden fazendo xixi em todas as árvores. Correu pela praia fazendo desenhos na areia, acendia uma fogueirinha e brincava aos bombeiros...

Deus e Eva contemplavam Adão, louco de felicidade, até que Eva perguntou a Deus:

- "Mas Deus falou em dois presentes. Qual é o outro?", ao que Deus respondeu:

- "Cérebro, Eva, cérebro".

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O bom amigo

"Quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos meus cães".

Suponho que quem proferiu esta frase, banal, mas com a qual concordo inteiramente, terá tido alguns disssabores com pessoas. Possivelmente pessoas em quem depositava alguma confiança ou pelo, menos lhe mereciam alguma consideração. Eis que, um belo dia... as coisas mudam.
Cada vez mais partilho da opinião que as pessoas são naturalmente más e egoístas.
Contrariamente, os animais, embora irracionais, são naturalmente bons e amigos.Gostam de nós incondicional e desinteressadamente. Mesmo quando nós, num "dia não" reagimos bruscamente às suas festas eles aproximam-se devagarinho como que a tentar perceber porque é que estamos assim e, naturalmente, tentam ajudar (com sucesso na mior parte das vezes).
As pessoas, por norma, fazem exactamente o contrário: se nos vêm felizes, a primeira reacção que causamos é inveja. E a primeira coisa que passa pela cabeça daquele colega que não vai muito à bola connosco, ou do outro que esconde qualquer frustração é arranjar maneira de inverter o nosso estado de espírito.

Se calhar estou num "dia não" e estou a ser demasiado cruel para com as pessoas. Espero alterar esta inserção. Se assim não for, continuarei a defender a teoria da amizade canina em detrimento da humana...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

NYC vs Lisboa







Faz hoje três meses que vivi uma das experiências mais desesperantes da minha vida.
Dia 29 de Agosto, mais concretamente às 14h30 aterrámos no Aeroporto de Newark (que fica a cerca de 30 quilómetros de Nova Iorque).
Uma semaninha de férias, para relaxar, achámos por bem não levar telmóveis.
À saída do terminal, depois de termos preenchido dezenas de papéis e mostrado os passaportes, eis que uma das agentes da alfândega agarra em mim e manda-me ir recolher a bagagem,e leva o Ivo com ela para ir ser interrogado. "Procedimentos de praxe" pensei eu, "Deve ser rápido....".
Passam 15 minutos, trinta, uma hora.... e eu sozinha, sem telefone, a arranhar inglês, dirigi-me a alguns seguranças para me ajudarem a encontrar o meu namorado. Como não tive êxito na busca, dirigi-me ao Apoio a Clientes da Continental Airlines e, completamente em pânico, pedi para o chamarem pelo intercomunicador. Nesse momento, oiço o meu nome, olho para trás e vejo o meu namorado. Foi o maior alívio que já senti na vida.



ufff....

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

São Belmiro de Azevedo

Hoje, enquanto carregava o meu telemóvel e a internet apercebi-me que as referências eram as mesmas e lembrei-me de ir visulizar a minha conta.
O que é que eu descubro? Algo assustador! Apercebo-me que eu, entre muitos milhares de portugueses (e não só) contribuo activamente para a riqueza de Belmiro de Azevedo. Este homem é omnipresente, está em todo o lado.

Senão vejamos:

o meu telemóvel é Optimus = SONAE
a minha internet é KANGURU = SONAE
O Ginásio que frequento - SOLINCA = SONAE
As compras que faço para casa são habitualmente no CONTINENTE = SONAE,
que,por sua vez, fica no COLOMBO, que é de quem???????

Meu Deus, ele está em todo o lado.
Mas, mais grave, hoje apercebi-me que uma elevada percentagem do meu salário vai directamente para o bolso deste homem.


É realmente assustador...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A idade... as pessoas...

Ainda nem sequer é meia-noite e estou de pijama e robe prontinha para dormir. Aliás, todos os factores se conjugam para me enfiar na cama e dormir uma noite inteirinha:
1) ontem deitei-me tarde;
2) fui ao ginásio (estava a ver que não chegava a casa - corri vinte minutos e fui à aula de RPM e fiquei mais para lá do que para cá)
3) está a chover lá fora e estou a ouvir a chuva cair (tão bom!)
4) estou sozinha em casa
Perante isto, o melhor mesmo é dormir.
Mas antes disso tenho de "desabafar" uma coisa que, depois de oito anos a morar em Lisboa e a conviver diariamente com "alfacinhas", me continua a fazer imensa confusão: a antipatia ou indiferença das pessoas.
Ontem entrou um membro novo para a empresa onde trabalho, mais concretamente para o meu Departamento. Como é habitual, a colega dos Recursos Humanos fez o giro, a apresentar o novo colega a toda a gente. Fez-me imensa confusão que, salvo raras excepções nem um simples "bem-vindo" as pessoas conseguiram dizer. Fazem um sorrisinho amarelo e estão feitas as apresentações.
Poderia dizer que se trata de falta de formação, ou simples frustração por a pessoa em causa ir ocupar um bom lugar, mas já vi isto acontecer muitas vezes... para além da falta de formação, penso que é crónico do pessoal de Lisboa ser antipático e desagradável. É óbvio que há excepções - tenho alguns amigos aqui de Lisboa (que têm costelas alentejanas, transmontanas ou algarvias, é certo...)
Não é por eu ser do Norte mas é impensável uma situação destas suceder no Norte. As pessoas são muito mais simpáticas, afáveis e sociáveis. Podemos ter outros defeitos, mas a simpatia está--nos no sangue. Sabemos ser hospitaleiros e somos exímios na arte de bem receber.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ginástica orçamental

Lembro-me de, em miúda, ficar muito chateada com os meus pais quando, aos meus modestos pedidos, era dada como resposta um redondo "não".
"Forretas", pensava eu."Até há máquinas que dão dinheiro, e eu não posso comprar aqueles ténis tão giros!"
Era tão boa aquela idade. Eis que somos adultos e a realidade é ligeiramente.... diferente! Afinal as máquinas não dão dinheiro, e o pouco que ganhamos vai dando para (sobre)viver.
Encontrei esta semana (quando ia ao ginásio) uma antiga colega da faculdade que não via há já uns anos. Através dela fica fico a saber que, para além dela, que trabalha numa loja de roupa, no CC Colombo, nenhma das nossas colegas de faculdade está a dar aulas...!! Todas elas devem ter salariozitos, fazendo um esforço tremendo para conseguir pagar as contitas de cada mês...
Não percebo porque é que se fala num país de obesos. Afinal, somos dos que mais ginástica fazemos. Está bem que não fazemos maratonas, não vamos ao ginásio, mas para quê? De tanto apertarmos o cinto, já nem conseguimos segurar as calças.Para quê fazer desporto?
Eis a modalidade praticada por uma grande fatia da população portuguesa: caneta em punho, fazer contas à mensalidade da casa, do carro, do material escolar dos filhos, comida, gás, água, luz, telefone, médico, um trapinho novo caso sobre algum tostão.... ainda querem mais ginástica?Qualquer dia temos uma epidemia de anorécticos e bolímicos fnanceiros.