terça-feira, 30 de outubro de 2007

O dom da (in)conveviência

Há pessoas que têm um dom desmedido para serem desagradáveis e inconvenientes. Vá lá saber-se porquê, tenho o (des)prazer de conhecer alguns destes espécimes.
Toda a gente tem um amigo ou conhecido, que tem a mania que é o maior, que é o mais inteligente, o mais interessante. Resumindo o chamado "plus"... ou seja, só tem o nome, porque o conteúdo é de fraca qualidade (para não dizer nula).
Como é normal, em qulquer empresa há os "colarinho branco" e o proletariado, que é o mesmo que dizer, aqueles que ganham balúrdios e coçam o tomate o dia todo, e a classe operária que ganha uns míseros tostões e esmifra-se a trabalhar o dia todo, fazendo horas a mais e não ganhamdo nem mais um "tusto".
Estas duas "classes", mesmo pelo que atrás foi referido, poderiam conviver humildemente. Mas passo a descrever um episódio que é elucidativo do tipo de "personagens" com que temos de levar no dia-a-dia e que demonstra o espírito de equipa e de comunhão de valores.
Contexto: no seguimento de uma conversa entre dois directores, cujo tema de conversa era o objecto com que um deles ia presentear a felizarda esposa: um "reles"ROLEX!
Minutos depois desta conversa, eis que o "doador" do Rolex, se vem "queixar" que não tinha recebido uma t-shirt com a publicidade da empresa em questão. Eu repondi que o colega tinha acabado de distribuir as t-shirts (qual sopa dos pobres). Ele foi "pedir" a sua t-shirt, mas eis que regressa de mãos a abanar, com um ar deveras tristonho..., rematando a sua intervenção com a fabulosa frase (literalmente):
"O ---- não me deu uma t-shirt. Diz que as t-shirts são só para o pessoal de nível mais baixo"...
Por aqui me fico!

São cenas...

Sexta-feira passada (não era dia 13, mas parecia... é um múltiplo, será que tem alguma coisa a ver?) foi um dia para esquecer.
Sexta feira - dia 26 de Outubro, estava destinado a ser um dia para recordar - mas não pelas circunstâncias que vou referir. Eu e o Ivo fazíamos anos de namoro (sete) e achámos por bem ir jantar fora, fazer um "programinha", para comemorar.O Ivo vinha do Algarve, tendo chegado a Lisboa perto das 23h00... Escusado será dizer que a essa hora há restaurantes que nos mandam ir encher de moscas... Foi o que aconteceu no Terra, um restaurante vegetariano no Príncipe Real, que eu andava ansiosa por experimentar,pois toda a gente me dava óptimas referências. Mesmo a calhar para a ocasião! Decidimos ir a outro, ao Bairro Alto... sexta-feira à noite, 23h00 Bairro Alto, noite agradável são os ingredientes necessários para CONFUSÃO. Demos mil e uma voltas e não encontrámos um lugar que fosse. Decidimos ir então, jantar à Portugália do Cais do Sodré (bad choice!!)
Jantámos, ficámos um bocado a conversar, tomámosum cafézinho e rumámos a casa.
Chegados a casa, cerca das 2h30, abri o porta bagagens para retirar as malas. Mas, quais malas? Pois é, tínhamos a mala limpa... roupas (minhas e do Ivo), fato de surf, leash, os meus óculos de sol, ténis..... foi tudo à vida. Enquanto nós cavaqueávamos alegremente enquanto jantávamos, alguém nos assaltou o carro!
Meu Deus! é uma sensação horrível - apeteceu-me blasfemar contra tudo e todos
O Ivo lembrou-se que aos sábados de manhã, há Feira da Ladra, ou da Gatunagem, como se queira chamar... às 7h00 levantámo-nos e estávamos dipostos a correr a feira de fio a pavio. Depois de subirmos e descermos ruas, com um frio super desagradável, eis que, já quando estámos a ficar sem esperança, oiço o Ivo dizer "Estão li as nossas coisas". Comecei a tremer como varas verdes.
Aproximei-me e vi uma camisa do Ivo, o leash da prancha, o meu relógio e uma sweat a serem vendidas por um casal de carochos.... Apeteceu-me espancá-los.
Olhámos em redor, avistámos doi ploícias e fomos contar a nossa triste hitória. Devo dizer que foram impecáveis. Foram ter com os larápios, apreenderam-lhes as coisas e meteram-nos dentro do carro da Polícia, e dirigiram-se à Esquadra da Penha de França, onde fomos apresentar queixa.
Chegámos à esquadra às 9h00, saímos de lá às 11h30 com os nossos artigos de volta. A Polícia interrogou-os onde é que estava o resto das nossas coisas, ao que eles responderam que tinham comprado aquele "material" a outro e que não sabiam onde estavam....
Ou seja, não conseguimos reaver mais nada. É tão frustrante não poder fazer nada perante aqueles aldrabões que nos estão a aldrabar com quantos dentes têm na boca (ou falta deles, como erao caso!)... É horrível.
E assim passámos a mdrugada e manhã da entrada para o nosso oitavo ano de namoro. para mais tarde redordar (ou não - prefiro esquecer!)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

É curiosa a forma como vivemos completamente dependentes de certos bens: poderia começar pelo telemóvel, pela televisão, pela internet, pelo automóvel.... a lista é interminável, mas acima de todos estes está, claro, está... o dinheirinho. Sem ele, nada feito. Malvado! Ontem aconteceu-me um episódio (triste, é verdade, mas verídico - passo a redundância) interessante. Fui ver o saldo da minha conta (é preciso notar que é final de mês!!) - e, qual não é o meu espanto quando olho para o saldo €1,18. Isto é o cúmulo da pobreza: ie ver o saldo, e o próprio talão nos informar que estamos numa situação de emergência: PRECISO DE DINHEIRO. Já há um programa que se chama "Dr, preciso de ajuda". Acho que era uma boa ideia o Sr. José Eduardo Moniz criar um programa (mas que seja tão bom quanto este -se bem que não é fácil conseguir conteúdos programáticos à altura deste "fabuloso "programa)., por isso podia muito bem haver um programa que se chamasse "Sr. Eng. José Socrates,